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História da Vila Madalena

Vila Madalena, Fundada em 17 de agosto de 1893.

A história da Vila Madalena envolve muito mais do que bares e cervejas. Data de 1910 o começo do povoamento do bairro, principalmente por famílias produtoras de leite e verduras que se alojavam nos arredores da rua Cardeal Arcoverde depois que a região em torno j?? se encontrava saturada. Antes disso, no século XIX, a Vila era o Sítio do Buraco, propriedade de um fazendeiro e suas três filhas: Ida, Beatriz e Madalena. Cada menina batizou uma região do sítio que se tornariam vilas de São Paulo. Acredita-se ainda que um outro pedaço do que hoje é a Vila Madalena pertencia a Luís Santos Dummont, irmão de Santos Dummont.

No início do século XX, a Vila Madalena era conhecida como Vila dos Farrapos, pois, além das famílias produtoras, um grupo de pessoas de baixa renda se alocou na área em busca de moradia barata. Nessa época, só se chegava na Vila a cavalo ou a pé. Mesmo assim, não demorou a surgirem botecos e campinhos de futebol, que reuniam cada vez mais gente e causavam cada vez mais brigas. Essa nova estrutura acabou dando à Vila uma nova alcunha: Risca Faca.

Entre os anos 20 e 30, o bairro se transformou. A luz chegou em 1928, e um grande número de imigrantes portugueses se instalou no bairro após um loteamento de terra feito pela prefeitura. Eram famílias simples que, em sua maioria, trabalhavam na Light, companhia responsável pelos bondes de São Paulo.

Apesar da fama de “barra-pesada”, o bairro ainda era pacato e bastante rural. O desenvolvimento só se fortaleceu com a chegada da linha do bonde, na década de 40. E teve seu auge anos depois, com a criação da Paróquia da Vila Madalena, comandada desde 1951 pelo padre Olavo Pezzotti. O pároco impulsionou o bairro com projetos sociais e a construção da Igreja Santa Maria Madalena.

Já caracterizado como um bairro de classe média e com desenvolvimento considerável, o bairro só perdeu sua tranqüilidade quando foi “invadido” por estudantes da USP (Universidade de São Paulo), na década de 70. O grupo passou a frequentar a área em busca de casas baratas para morar, já que o Governo Militar havia fechado arbitrariamente o Crusp, complexo de alojamentos da Cidade Universitária – também na região oeste de São Paulo. O jornalista e freqüentador Heitor Ferraz resume: “podemos pensar que a Vila era basicamente um bairro de casas e que abrigava moradores de classe média e estudantes — dada à proximidade com a USP. O Empanadas e o Bartolo, por exemplo, eram bares de estudantes universitários e secundaristas.”

Nos anos seguintes, a Vila foi se reestruturando, atendendo às necessidades dos estudantes de comercio, lojas e, claro, bares. Morar e freqüentar a Vila Madá era, então, fazer parte de uma agitação cultural e intelectual efervescente. Além dos estudantes, artistas plásticos, músicos e apreciadores das artes viviam a Vila dos bares, das discussões políticas, dos ateliês, das idéias, do pulso, do ritmo.

Dos anos 90 em diante, a Vila sofreu grandes transformações tanto nos moradores quanto nos freqüentadores, como explica o jornalista: “percebo que houve um boom imobiliário, principalmente nas sossegadas ruas em torno, como a Moras e outras, que começaram a receber prédios baixos, e de luxo, para um público intelectualizado e endinheirado.”

Além disso, a Vila viu a maior parte dos botecos serem transformados em bares modernos, com estilos e preços altos. Heitor Ferraz ressalta também a mudança do público “os próprios frequentadores eram outros — não mais uma juventude universitária, mas trabalhadores de escritórios, uma classe média geral. Talvez esse boom tenha sido consequência da expansão dos bares na rua dos Pinheiros, que já era um point.”, define. O público hoje é formado, principalmente, pelas classes média e alta, que buscam nos “novos” cantos da Vila o charme do passado.

Fonte: https://vilamadalena.wordpress.com/